SETEMBRO AMARELO
Vamos falar um pouco mais sobre o mal do
século?
Quando Setembro começou eu já
queria discutir com vocês sobre o mal do século, as doenças mentais, e depois
de vários depoimentos e campanhas pela internet creio que não posso esperar
mais uma semana para conversar sobre isso com vocês.
Uma das propostas desse blog é
compartilhar minhas experiências e infelizmente tenho história para contar
referente a ansiedade no período da faculdade.
No post "O que aprendi com
a copa do mundo" já havia comentado sobre esse assunto e hoje resolvi
contar o que realmente aconteceu comigo.
Sempre tive problemas com
estresse, ou seja, eu era uma adolescente estressada, qualquer coisa me tirava
do sério e por conta disso muita energia negativa e coisas ruins aconteciam
comigo pelo meu nível de estresse. Por conta disso adquiri uma gastrite nervosa
ocasionada pelo estresse ainda no Ensino Médio.
Depois que eu entrei na
faculdade o principal motivo de estresse da época anterior, o vestibular, acabou, então acreditava que os meus problemas tinham acabado, acabado de
começar!
No primeiro semestre como tudo
é novo e a grade é bem de boa foi tudo tranquilo, mas assim que a ficha começou
a cair e o bicho começou a pegar, o problema passou a ser ansiedade. Sofrer por
antecedência, falta de independência, muitos medos que simplesmente me corroíam
por dentro e um descontrole emocional muito grande era o que acontecia.
Eu simplesmente não entendia o
que estava acontecendo e nem o porquê! O sofrer por antecedência passou para pensamentos ruins
e certeza que algo de ruim iria acontecer comigo. Vivia com medo, medo por mim,
medo pelos meus familiares, enfim. Também tinha poucos amigos por isso fiquei
meio que dependente da atenção do meu namorado e só sentimentos ruins ocorriam.
É interessante enfatizar que
nem a própria pessoa consegue entender porque pensa aquilo se ela tem plena
certeza de que está tudo bem. É horrível porque queremos parar, queremos sentir
coisas boas, pensar coisas boas, mas simplesmente em um descuido o pensamento
ruim já está ali de novo para atormentar.
Demorei muito para aceitar que
algo estava errado e finalmente falar com a minha família, meu principal motivo
para não contar para eles é o medo de ter que ir a um médico e ter que tomar
remédio.
Fui bem clara com eles e falei
que gostaria de achar alguma alternativa, que não gostaria de ir diretamente a
um psiquiatra e eles acataram. Eu sou católica e tenho muita muita fé em Deus e
foi esse o caminho que escolhi primeiro, o que eu fazia: podia estar com medo,
podia estar desesperada e ter a certeza de que iria morrer caso eu fizesse tal
coisa, por exemplo: viajar, mas eu simplesmente pegava e ia, o restinho de
coragem que me sobrava e fé de que se não fosse a minha hora nada de ruim iria
acontecer, me fazia entrar no carro, ônibus, avião ou seja lá o que fosse.
Quebrando as barreiras do medo passei
a procurar algum problema hormonal, poderia ser isso. Fiz exames de rotina e
deu que eu tenho uma tendência a hipotireoidismo, o que estava acontecendo é
que por algum motivo meus anticorpos estavam atacando a minha tireoide, ou
seja, precisava tomar remédio que fazia a função da mesma para que ela não
sofra ataques do meu próprio corpo.
É claro que não era só isso mas
ajudou demais! Depois que comecei a tomar meu remédio deu uma acalmada nos meus
ânimos e melhorou muito, mas em um período de tempo que dei uma parada nos
remédios, afinal era um teste para ver se o problema não era periódico, tive
vários ataques de ansiedade.
Quando passava por algum
estresse e guardava para mim, já que não queria descontar nos outros,
simplesmente eu começava a chorar e o meu coração acelerava demais! Fui buscar
outros métodos e voltar a tomar meu remédio da tireoide. Comecei a tomar
vitaminas pois as vezes o corpo fraco e fragilizado pode piorar muito o quadro
e busquei ajuda com florais.
Minha luta ainda não acabou e tenho muito o que melhorar mas só de ter coragem de escrever esse post para vocês e explicar que mesmo parecendo que está tudo bem as vezes pode não estar já é uma grande vitória. Nós temos que ser fortes, olhar para o nosso interior e brigar por nós e pelo nosso bem estar!
Enfim, o que eu quero enfatizar
nesse post é que você precisa dar o primeiro passo, só de contar para seus
familiares e para pessoas que te amam já é uma grande vitória! Os métodos que
serão utilizados já é uma outra história e dependendo da situação tudo muito
bem buscar ajuda de especialistas, afinal eles estão aí para isso, e ajuda
muito!
E como no post da copa tenho
que pedir para prestarmos mais atenção nos nossos amigos, parentes, enfim as
pessoas que amamos, porque é muito sério essa questão de ansiedade, depressão e
muitas outras doenças psicológicas que estão cada vez mais presentes na nossa
sociedade, e nós sabemos muito bem onde tudo isso pode dar.
Vamos aproveitar esse mês para
sabermos um pouco mais sobre, saber como prevenir, saber como lidar, saber como ajudar. Deixar de
tomar algumas atitudes que pode levar a pessoa já fragilizada a tomar decisões
erradas e pensar mais no próximo!
Até o próximo post.
Beijoss,
Aline Gomes Lima.


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